terça-feira, 22 de dezembro de 2009

RESPIRAÇÃO Parte II - Voz Cantada


Antes de entrar no tema propriamente dito, faz-se necessário esclarecer algumas questões sobre a Voz Cantada.


A Voz Cantada exige uma atividade muscular permanente e apta para várias situações. A arte do canto requer a perfeição do aparelho fonador, ou seja, o estado de normalidade é indispensável, afinal não podemos submeter nosso órgão vocal a tamanho esforço sem verificar suas condições anatômicas e fisiológicas; sem antes treiná-lo e prepará-lo. O esforço que utilizado para o canto é maior que do que para a fala. A apropriação da técnica de canto tem por objetivo, desenvolver a voz natural do aluno e o cantor que não possuir essa técnica, poderá utilizar mecanismos compensatórios, predispondo uma fadiga no aparelho fonador e até mesmo alterações significativas em nível de timbre.
O conhecimento e a atualização sobre as técnicas vocais existentes permite um rendimento máximo e longevidade da voz, sendo tal conhecimento um pré-requisito importante para a atuação fonoaudiológica preventiva e clínica.

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Respiração na Voz Cantada


A compreensão sobre o mecanismo respiratório e sua importância no processo fonatório, pode auxiliar no desenvolvimento da resistência vocal e coordenação pneumofônica direcionadas ao canto.

O diafragma desempenha papel muito importante na respiração, pois na fase ativa do ciclo respiratório ele se retifica à medida que o ar entra nos pulmões, porém a idéia de se cantar ou respirar pelo diafragma além de equivocada estava difundida entre professores de canto, atualmente algumas pessoas acreditam que para cantar deve-se “respirar pelo diafragma” .



A respiração para a voz cantada é diferente da voz falada, porque o cantor precisa aprender a regular constantemente o gasto de ar de acordo com a intensidade, a altura tonal, o timbre, a extensão e a duração da frase a ser cantada.

Assim como para outros profissionais, é importante que os cantores sejam submetidos a treinamento de controle dos músculos respiratórios durante a expiração, pois quanto mais longa a frase e a restrição quanto ao número de inspirações, maior o controle e responsabilidade desses músculos. É necessário também um treinamento para ampliação da capacidade de inspiração visto que muitas vezes precisa-se de maior quantidade de ar para falar e cantar.

Considera-se importante e superior a respiração nasal, pelo fato do ar ser purificado, aquecido e umedecido, porém a respiração bucal além de mais rápida, consegue direcionar uma quantidade maior de ar para os pulmões em um tempo muito mais curto, devido ao trajeto percorrido ser menor e a porta de entrada maior.
Portanto, no canto ou mesmo em conversas, é impraticável a respiração unicamente nasal, sendo esta utilizada durante as pausas longas.


Ainda há uma discussão sobre o melhor tipo respiratório para o canto, porém, atualmente não há a valorização deste critério como antigamente, pois as escolas de canto têm priorizado a coordenação entre a respiração e a produção da voz, essa coordenação ou controle é popularmente conhecido como APOIO.

Outra questão discutida é em relação à orientação que o aluno recebe para não mover os ombros durante a respiração...
Durante a inspiração se os ombros forem elevados, o limite da caixa torácica será liberado parcialmente, propiciando uma entrada de ar mais rápida, portanto no canto essa manobra pode ser utilizada em situações de exigência de grande fluxo de ar, como em dinâmicas que tenham muita intensidade.

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